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Compreender a Nova Valorização Estratégica do Território Nacional

A propósito desta notícia “EUA vão manter base das Lajes mas redução de efectivos é possível” é conveniente perceber que os pontos estratégicos do Território Nacional perderam nas últimas 2 décadas importância estratégica (ou melhor, esta diminuiu) devido a duas ordens de razões: 1. O fim do afrontamento Leste-Oeste, da Guerra Fria, com a queda da URSS e a reunificação da Alemanha (esta última desqualificou o papel da Base de Beja… assunto ainda senão secreto pelo menos muito discreto); 2. O aumento do raio de autonomia dos aviões americanos (vidé caso exemplar do ‘Raptor’) tornou desnecessário o apoio das Lajes ou de Porto Santo (esta também desqualificada com o fim da Guerra Fria, mas sobretudo pela incompetência de Lisboa em a tornar ponto de controlo do Estreito de Gibraltar). Mas… Se estas evoluções ‘decretaram’ esta desvalorização estratégica, outras e muito mais recentes evoluções podem ‘decretar’ o contrário disto. É só uma questão de ter a “inteligência da situação” para perceber o que está em marcha. E vai, em breve, acontecer. Vejamos: 1. O caos em marcha no Médio Oriente e até no Magrebe reequaciona a importância do Atlântico Nordeste e do controlo do Estreito de Gibraltar; 2. A evolução das TDS está a trazer novíssimos (e muito mais baratos) equipamentos militares que substituem com vantagem operacional (e de custos) as últimas e caríssimas gerações dos aviões USAF (‘Raptor’ incluído e que já à beira de ser descontinuado) e estes novos equipamentos reequacionam toda a questão geo-estratégica e isso, obviamente, tem consequências para os pontos estratégicos do Território Nacional. O desenvolvimento desta perspectiva está ainda a ser feito… Mas, atenção, não há (nem podemos e nem nos convém imaginar que haja) aqui qualquer linkage com a importância geopolítica da Europa (que está a derreter como neve ao sol…). De facto, o quadro que se está a compor dá-nos a oportunidade estratégica de voltar a ter valor estratégico por nós mesmos e sem ‘autorização’ da Europa… Mas potenciar esta situação a nosso favor exige dispor de um activo que não temos ou que é muito escasso: Inteligência!

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