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Como Israel destruiu as fábricas de armas iranianas no Sudão

O long-raid de Israel contra uma fábrica de mísseis balísticos iranianos no Sudão, na semana passada, é visto pelo Sunday Times como um ensaio para um ataque iminente contra instalações nucleares do Irão”. Ensaio ou não, a operação foi brilhante. E Israel, claro, nada diz sobre o assunto.

Na origem do raid, pelo que o IE sabe, esteve um documento super-secreto obtido pela Mossad há dois anos durante uma operação no Dubai. O documento era uma cópia assinada de um acordo para a produção de armas, incluindo mísseis balísticos, no Sudão mas sob a supervisão directa dos Pasdarans, a guarda revolucionária iraniana, e destinadas ao Hesbollah e outros aliados do Irão na região.

A expedição integrou 8 caças-bombardeiros F-15I, cada um com duas bombas de uma tonelada, escoltados por quatro caças F-15s para protecção contra intercepções dos Mig sudaneses ou outros, e com o apoio de dois hélis CH-53 “Yasur” carregados de forças especiais para o caso de algo correr mal e ser necessário uma “extracção” em território inimigo. Os aparelhos, que saíram de uma base no deserto do Negev e voaram quatro horas sobre o Mar Vermelho, fazendo 3.900 Kms, foram reabastecidos em voo por um ‘tanker’ Boeing 707 “Re’em” e tiveram o apoio de um Gulfstream 550 “Shavit” adaptadado para a guerra electrónica e com a missão de ‘resolver’ os radares e os sistemas de defesa anti-aérea sudaneses.

Dois enormes desafios se colocavam neste raid aéreo. Escapar à detecção pelo sistema egípcio de radares e, em seguida, pelo sistema de controlo de tráfego aéreo da zona de Djibouti. Tudo indica que ambos foram resolvidos com total sucesso.
Israel, oficialmente, não fala do assunto e tem mantido um mutismo total face à acusação sudanesa de ter bombardeado o sudoeste de Cartum, a capital sudanesa, sem no entanto referir a natureza dos alvos destruídos. O Irão, oficialmente, não tinha conhecimento de qualquer fábrica de armas no Sudão e, portanto, não pode protestar contra a destruição de uma coisa que não existia. E os Pasdarans não têm por hábito falar…

Sunday Times

Israeli jets bomb Sudan missile site in dry run for Iran attack

Uzi Mahmaini, Tel Aviv and Flora Bagenal, Nairobi Published: 28 October 2012

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A LONG-RANGE Israeli bombing raid last week that was seen as a dry run for a forthcoming attack on Iran’s nuclear facilities has destroyed an Iranian-run plant making rockets and ballistic missiles in Sudan.

Eight Israeli F-15I planes — four carrying two one-ton bombs, escorted by four fighters — struck the giant Yarmouk factory on the southwestern outskirts of Khartoum, the capital, in the early hours of Wednesday.

The raid, in which two people died, triggered panic across the city. Witnesses said they heard a series of loud blasts followed by the sound of ammunition exploding.

“It was a double impact — the explosion at the factory and then the ammunition flying into the neighbourhood,” said Abd-al Ghadir Mohammed, 31, a resident. “The ground shook. Some homes were badly damaged.”  

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