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Ameaça de Guerra na Europa

Juncker - "Os demónios da guerra não desapareceram, estão simplesmente a dormir'"

Jean-Claude Junker, primeiro-ministro do Luxemburgo e até há pouco chefe do Eurogrupo, avisa a Alemanha que “os demónios da guerra na Europa não desapareceram, estão apenas a dormir”. E, portanto, muito cuidadinho para não os acordar… Junker vê como muito possível uma guerra na Europa, alerta os alemães para esse cenário e critica Berlim pela forma (colonial, mesmo se ele evita o termo…) como tem tratado a Grécia (Junker não fala de Portugal…). Curiosamente, enquanto a guerra foi económica, Junker nada disse sobre o assunto, mas agora, que a guerra ameaça tomar aspectos militares, já fala. Como aqui se tem dito (já há tempo e muitas vezes), a geopolítica voltou à Europa e o tempo das utopias “europeistas” e “comunitárias” esgotou-se quando a “Guerra Fria” acabou. Junker, à frente do pequeno Luxemburgo situado bem no centro da UE, sente o perigo a subir e acha seu dever alertar…  “A maneira como alguns da política alemã se têm referido à Grécia, um país severamente atingidos pela crise, deixou feridas profundas na sociedade helénica. Da mesma forma, assustou-me ver manifestantes em Atenas dar as boas-vindas à chanceler alemã, Angela Merkel, envergando uniformes nazis. De repente ressurgem ressentimentos que se pensava terem ficado completamente para trás. Também a campanha eleitoral italiana foi excessivamente anti-alemã e anti-europeia”. Junker, ao falar assim à ‘Der Spiegel’, dá uma no cravo e outra na ferradura. Critica a soberba imperial alemã mas vai dizendo não gostar das reacções de italianos e gregos à arrogância imperial de Merkel e de Berlim. Talvez, porém, ele desconfie que ainda não viu nada e que as grandes reacções ainda estão por vir. A Merkel, Junker atira um recado: “Não se pode fazer uma má política só pelo medo de não ser reeleito novamente. Quem governa deve assumir a responsabilidade pelo seu país e pela Europa”. Mas a grande mensagem deste homem, primeiro-ministro de um dos 27 Estados da UE, com 30 anos de vida política europeia e que conhece hoje a UE como poucos, é a de que a continuar assim a União Europeia acabará em guerra… “Está completamente enganado quem pense que a eterna questão da guerra e paz não pode voltar a colocar-se na Europa”. Junker Ele vê paralelos surpreendentes com 1913, quando muitos pensavam que não haveria mais guerra na Europa. “Estou impressionado com o facto de quanto as condições europeias de 2013 são semelhantes às de há 100 anos atrás.” Juncker sinais vê pela primeira vez nas campanhas eleitorais, da Grécia e da Itália. “De repente, veio o ressentimento, da qual se pensava-se que estávamos a salvo…”

Como já disse alguém, os alemães são os melhores aliados das potências rivais da Europa: há mais de cem anos que garantem, sucessivamente, a destruição da Europa.

Euro-Krise: Juncker spricht von Kriegsgefahr in Europa


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1 Comentário

  1. andrade da silva says:

    Uma terrível possibilidade, mas que com governos  competentes,inteligentes e sérios pode ser evitada, talvez, mas…

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