Notas sobre o funcionamento do site

Voltar à disposição inicial da página.

Restaurar

barra login

GLOBALIZAÇÃO E PATRIOTISMO ECONÓMICO: Que Intervenções do Estado nos Sectores Estratégicos?


A École Militaire, de Paris, organizou recentemente uma conferência sobre o tema candente de “Globalização e Patriotismo Económico”. O conferencista é um dos agentes económicos mais credenciados para abordar e tratar o tema. Os participantes eram altos quadros, especialistas e decisores. Muito interessante e, certamente, muito profícuo.

Se aqui referimos agora esta matéria é por duas razões: Primo, o tema tem sido totalmente afastado da agenda, em Portugal, por governantes deslumbrados com a (paupérrima) cartilha “neo-liberal” (ou será mais “ordo-liberal”…?); Secondo, neste tempo de mudança política e de pessoal político, talvez seja o momento de colocar algumas questões essenciais em cima da mesa… Para, digamos, começo de conversa. Por exemplo:

Qual deve ser o lugar do Estado?

A noção de soberania faz ainda sentido em tempo de globalização? E em que tempo está a globalização? (sendo que esta última questão nada tem de metafísica ou sequer de retórica…)

Para além da definição de sectores estratégicos protegidos por dispositivos “anti-OPA”, como definir os interesses fundamentais, os interesses essenciais, os interesses vitais num mundo em permanente evolução?

Que deve o Estado fazer num contexto de globalização e de híper-concorrência exacerbada?

Um potencial de 1.800 milhares de milhões faz dos investimentos directos estrangeiros um factor decisivo para qualquer país mas também um enorme perigo potencial. Que deve, face a isso, fazer o Estado? Deve atrair esses investimentos mas sem perder, no entanto, a sua capacidade de autonomia e de independência. Isto é o que, no patriotismo económico, está em jogo. A aposta que o patriotismo económico se propõe ganhar e que, de outro modo, será sempre perdida… Daí o carácter candente, para qualquer Estado europeu (e a Alemanha foi, há anos, o primeiro a percebê-lo…), do tema “Globalização e Patriotismo Económico”.

“La notion de Souveraineté fait-elle encore sens aujourd’hui dans la Mondialisation?

Quel doit être la place de l’Etat?

Au delà de la définition de secteurs stratégiques protégé par un dispositif “anti-OPA”, comment définir ses intérêts fondamentaux, ses intérêts essentiels, ses intérêts vitaux dans un monde en évolution permanente?

Avec 1800 milliards de dollars potentiels, les investissements directs étrangers constituent un enjeu vital pour la France.

Que doit faire l’Etat dans un contexte de globalisation et d’hyper concurrence: attirer ces investissements sans pour autant perdre son indépendance… Tel est l’enjeu du patriotisme économique…”


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Posts relacionados:

Deixe um Comentário

 


Compression Plugin made by Web Hosting