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A INVESTIDA ESPANHOLA NA ECONOMIA DE PORTUGAL



A economia de Portugal está “espanholizada” e a aquisição do BPI será a cereja no topo do bolo, mostra estudo económico hoje divulgado. Curiosamente até este estudo é um produto espanhol… fruto de capitais públicos de Madrid.

O autor do estudo é a empresa “portuguesa” Informa D&B, sucursal da espanhola INFORMA D&B que, por sua vez, é detida pela CESCE, sociedade anónima participada maioritariamente pelo Estado Espanhol, e pelos principais bancos e empresas seguradoras de Espanha e que conta com mais de 1600 colaboradores, 140 000 clientes e tem um volume de negócios superior a 420 milhões de euros.

A CESCE participa direta e indiretamente nas seguintes empresas: INFORMA D&B (Espanha), Informa D&B (Portugal), INFORMA Colômbia, Experian Bureau de Crédito, C.T.I. Tecnología y Gestión, DBK, Logalty e Serfel. A CESCE é uma Sociedade Anónima participada maioritariamente pelo Estado Espanhol, e pelos principais bancos e empresas seguradoras de Espanha. Os media ‘mainstream’ deram destaque a este estudo mas, curiosamente, não identificam (referem apenas o nome…) o seu autor.


Espanha é o país que mais controla empresas em Portugal

18 Abr, 2016 – 15:23 • João Carlos Malta

A liderança espanhola traduz-se quer em valor de investimento (90,3 mil milhões de euros), quer em quantidade de empresas (1843 empresas – incluindo empresas comerciais, banca e seguros). O segundo país mais representado é a França, mas com apenas um terço, quer em volume, quer em quantidade do que os espanhóis. Para se ter uma ideia do domínio espanhol no investimento em Portugal, constata-se que os quatro países que se lhe seguem – França, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha – não chegam, todos juntos, ao volume que a Espanha representa. Dos 90,3 mil milhões de euros de capital espanhol que controlam empresas portuguesas, quase dois terços (59 mil milhões de euros) estão canalizados para a banca. Os restantes países, com mais empresas controladas,  privilegiam as empresas comerciais. O investimento espanhol vale mais de 77 mil empregos.


Espanha surge destacada entre os países com maior controlo de empresas em Portugal, num estudo divulgado esta segunda-feira pela consultora Informa D&B.
Segundo a primeira edição do estudo “Participação estrangeira no capital das empresas portuguesas”, realizado pela Informa D&B, dos 90,3 mil milhões de euros de capital espanhol que controlam empresas portuguesas, quase dois terços (59 mil milhões de euros) estão canalizados para a banca. Os restantes países com mais empresas controladas privilegiam as empresas comerciais.

A grande concentração do capital estrangeiro ocorre nas empresas de maior dimensão. Se olharmos para a totalidade do tecido empresarial, apenas 3% das empresas tem participação estrangeira. Ainda assim, esta participação está presente em 64% das grandes empresas. Entre as microempresas não vai além dos 2%.

O sector financeiro é o que tem maior penetração de capital estrangeiro: um quarto (25%) da banca e quase metade (49%) das seguradoras portuguesas contam com participação estrangeira no capital.

O capital espanhol vale, segundo este estudo que se reporta a dados de 2014 e a um universo de mais de 289 mil empresas, 77. 744 empregos em Portugal e as empresas com participações de empresas com sede em Espanha valem 15 241 milhões em volume de negócios.

O estudo é divulgado no dia em que o espanhol CaixaBank lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre o BPI.

Espanha surge destacada entre os países com maior controlo de empresas em Portugal, num estudo divulgado esta segunda-feira pela consultora Informa D&B.

Espanha controla 1843 empresas em Portugal

Joana Madeira Pereira | Expresso |16.04.2016

As participações espanholas valem €90,3 mil milhões, com a banca a representar €59 mil milhões. França, EUA, Reino Unido e Alemanha são, depois de Espanha, as nacionalidades que mais empresas controlam. China ganha relevância, detendo participações no valor de €14,6 mil milhões. Na verdade, o valor destas participações de controlo (calculado a partir do valor dos ativos das empresas) ascende a €170 mil milhões, praticamente 95% do PIB português.

Alex Gozblau

Segundo o estudo “Participação Estrangeira no Capital das Empresas Portuguesas”, realizado pela Informa D&B Portugal, consultora especializada em informação empresarial, estas são as principais nacionalidades do capital estrangeiro em Portugal: controlam 3630 empresas, que garantem 223,6 mil postos de trabalho e são responsáveis por mais de €51 mil milhões de volume de negócios. Ou seja, mais de 5% do emprego em Portugal e quase 30% do produto interno produto (PIB) nacional. De Espanha, nem bons ventos, nem bons casamentos, mas certamente muito investimento. A ‘espanholização’ da banca portuguesa é um dos temas que, nos dias de hoje, mais alimenta o debate político. Contudo, no caso de Espanha, a sua influência está longe de se confinar ao sectonanceiro português: o capital de nuestros hermanos é o mais presente no tecido empresarial luso, com os espanhóis a controlarem (com participações acima de 50%) 1843 empresas. França é o país que se segue no controlo de companhias portuguesas, mas só o faz em 528, seguida pelos EUA (438), Reino Unido (408) e Alemanha (359).

 

BPI: Espanha já investiu 59 mil milhões na banca portuguesa

 

Ana Margarida Pinheiro | Dinheiro Vivo | 18.04.2016

 

90,3 mil milhões de euros. Este é o valor do controlo espanhol em empresas portuguesas.

 

Espanha é o grande investidor estrangeiro em Portugal, tanto em capital investido como em número de empresas onde tem presença. Ao todo, mostra um estudo da D&B, Espanha já colocou 90,3 mil milhões nos negócios nacionais, metade na banca.

 

Das 8078 empresas nacionais com investimento estrangeiro, contam-se 1843 com capital espanhol. Ao todo, mostra o estudo “Participação estrangeira no capital das empresas portuguesas”, o dinheiro de Madrid chega a 1843.

 

As participações e o investimento espanhóis estão avaliados em 90,3 mil milhões de euros, mais do triplo do investimento francês, o segundo mais importante para Portugal. Depois de Espanha e França, os negócios nacionais também contam com investidores norte-americanos, alemães e, ainda no top cinco depois das investidas dos últimos anos, investimento chinês.

 

 Numa altura em que se debate a espanholização da banca, o estudo da D&B confirma que o setor financeiro é o que mais atenção desperta aos investidores estrangeiros. Um quarto da banca (25%) e quase metade (49%) das seguradoras portuguesas já têm investimento externo.

 

“No setor bancário, estas empresas são responsáveis por 59% do produto bancário e 60% do emprego; no setor segurador, as empresas com capital estrangeiro garantem mais de 90% dos prémios emitidos e do emprego”, refere a consultora.

 

De facto, nos últimos anos tem-se assistido a uma ‘desportuguezição’ destes negócios. Entre fusões, resoluções e até extinções, salvo a Caixa Geral de Depósitos, e algumas entidades de reduzida dimensão, os interesses portugueses no setor da alta finança praticamente desapareceram.

 

A espanholização é a nova tendência. E tudo dará novo passo se o Novo Banco for adquirido por um concorrente espanhol. Também, a OPA lançada esta segunda-feira sobre o BPI dará novo impulso a esta espanholização, tornando-se o Caixabank no acionista maioritário do BPI.

 

Para já, diz a D&B, dos 90,3 mil milhões de euros de capital espanhol que controlam empresas portuguesas, quase dois terços (59 mil milhões de euros) estão canalizados para a banca. Os restantes países com mais empresas controladas privilegiam as empresas comerciais.

 

Espanha já investiu 59 mil milhões na banca portuguesa

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